Em resumo: o hospital é o responsável pelos dados do prontuário; o Ausculta só os trata para a assistência ao paciente. A inteligência artificial da Anthropic funciona sob contrato de retenção zero de dados, e o nome do paciente é retirado antes do envio. Nada do prontuário é apagado e cada acesso fica registrado.

1. O que é o Ausculta

Sistema de prontuário eletrônico usado por médicos e equipes de hospitais e unidades de saúde para registrar atendimentos, internações, prescrições, exames e documentos. Não é aberto ao público: só profissionais cadastrados e autorizados pelo hospital acessam, e cada um vê apenas os pacientes dos hospitais a que tem acesso.

2. Quem é responsável pelos dados

O hospital onde o paciente é atendido é o controlador dos dados do prontuário. O Ausculta atua como operador, tratando os dados em nome do hospital e conforme as suas instruções. Pedidos do paciente sobre os próprios dados devem ser feitos ao hospital, que responde com o apoio do sistema.

3. Quais dados são tratados

  • Pacientes: identificação (nome, data de nascimento, documentos, contato), dados de saúde registrados no atendimento (anamnese, exame físico, diagnósticos, prescrições, exames e documentos) e, quando o paciente consente, a gravação de áudio da consulta.
  • Profissionais: nome, e-mail, registro profissional (CRM), hospitais a que tem acesso e o registro de acessos (quem abriu qual prontuário e quando).

4. Para que e com que base legal

Os dados são usados para a assistência ao paciente: registrar e consultar o prontuário, prescrever, pedir e acompanhar exames e emitir documentos. A base legal é a tutela da saúde, em procedimento realizado por profissionais de saúde ou serviços de saúde (art. 7º, VIII, e art. 11, II, “f”, da LGPD), além do cumprimento de obrigações legais e regulatórias do prontuário.

5. Inteligência artificial e outros fornecedores

Para gerar a anamnese a partir da gravação e oferecer apoio à decisão, o sistema usa serviços de terceiros, que podem processar os dados fora do Brasil (transferência internacional, art. 33 da LGPD). Esses fornecedores não usam os dados enviados para treinar os seus modelos.

  • Anthropic — organização da anamnese, leitura de exames enviados por foto e sugestões clínicas. Funciona sob contrato de retenção zero de dados (Zero Data Retention): o conteúdo enviado é processado para gerar a resposta e não fica armazenado nos servidores da Anthropic. Além disso, o nome e os documentos do paciente são retirados do texto antes do envio.
  • OpenAI — transcrição do áudio da consulta (só quando há consentimento do paciente para gravar).

As sugestões da IA são apoio: a decisão e a responsabilidade clínica são sempre do profissional, que revisa e assina o registro.

6. Segurança

  • Conexão sempre criptografada (HTTPS).
  • Acesso individual com senha, separado por hospital; a sessão se encerra após 30 minutos sem uso.
  • Registro de cada acesso a prontuário, consultável pelo gestor do sistema.
  • Nada do prontuário é apagado: correções e exclusões ficam no histórico.
  • Cópias de segurança diárias, criptografadas.
  • Inteligência artificial (Anthropic) sob contrato de retenção zero de dados.

7. Por quanto tempo

O prontuário é guardado pelo prazo exigido em lei — no mínimo 20 anos a partir do último registro (Lei 13.787/2018) — ou pelo prazo maior definido pelo hospital.

8. Direitos do titular

O paciente pode pedir confirmação do tratamento, acesso, correção de dados e informações sobre o compartilhamento (art. 18 da LGPD), por meio do hospital onde foi atendido. Dados de saúde do prontuário não podem ser eliminados antes do prazo legal de guarda.

9. Cookies

Só um cookie essencial, para manter o profissional conectado. Não há cookies de publicidade nem de rastreamento.

10. Contato

Dúvidas sobre esta política: procure o setor responsável pela proteção de dados do hospital onde você foi atendido.